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sábado, 26 de junho de 2010

PRÉ-PROJETO DE PESQUISA

PRÉ-PROJETO DE PESQUISA

1 TEMA
Dificuldades de Aprendizagem

2 DELIMITAÇÃO DO TEMA
Principais transtornos de aprendizagem encontrados em crianças de idade escolar, nas series iniciais do ensino fundamental.

3 PROBLEMA
Dentre os principais transtornos de aprendizagem verificados em crianças das séries iniciais do ensino fundamental, quais os principais e como tratá-los quando percebidos?

4 OBJETIVOS
4.1 Objetivo geral
Caracterizar os principais transtornos de aprendizagem encontrados em crianças de séries iniciais do ensino fundamental, enfatizando o papel da escola perante os mesmos, buscando compreender os fatores que os causam.

4.2 Objetivos específicos:

Compreender o significado de aprendizagem, buscando desvendar como a criança aprende.
Identificar os transtornos de aprendizagem classificando-os.
Perceber como a escola trabalha com crianças que apresentam transtornos de aprendizagem.
5 JUSTIFICATIVA
Ao longo dos anos muitos estudos são realizados na busca da compreensão do processo de aprendizagem, muitos autores defenderam firmemente ideias nas quais acreditavam, fizeram teorias, e ainda hoje são citados por muitos estudiosos.
Após ter realizado alguns estudos referentes ao processo de ensino aprendizagem percebi que por muitas vezes me adaptava as ideias de Vygotsky (1999), pois assim como ele percebo o aprendizado como um processo que inclui relações entre pessoas, também compreendo que é no processo de ensino aprendizagem que ocorre a apropriação da cultura e o desenvolvimento do individuo.
Da mesma forma que Vygotsky (1997), acredito que a sala de aula é um local de interações sociais, pois é nela que o contato com a cultura é feito de forma sistemática, intencional e planejado. Percebo o professor como um mediador, que auxilia na construção e elaboração do conhecimento. Por esse motivo comecei a questionar- me: - porque algumas crianças não aprendem como as outras? O que determina o aprendizado?
Tentando compreender tais dúvidas realizarei uma pesquisa voltada ao estudo das Dificuldades de Aprendizagem. A escolha do tema deu-se principalmente pelo pouco conhecimento que tenho a respeito do assunto, e também pelo fato de não aceitar que ainda hoje muitos professores falem de seus alunos como um fardo a ser carregado durante o ano letivo, como crianças incapazes de participar do processo de ensino aprendizagem. Penso que será relevante, pois da mesma forma que Freire (1996), acredito que a educação é uma forma de intervenção do mundo, pois ela não é neutra nem indiferente, por isso o educador deve ter segurança no conhecimento e generosidade para que tenha competência, autoridade e liberdade na condução das aulas.
Portanto, acredito que ao encontrar as respostas que procuro ao realizar esta pesquisa, poderei enquanto educadora intervir de forma positiva quando um aluno apresentar algum transtorno no aprendizado. As respostas encontradas durante esta pesquisa me auxiliaram ao longo de minha pratica em sala de aula e também servirão de base tanto para mim como para outros educadores, que também possuem dúvidas do porquê de algumas crianças aprenderem e outras possuírem tantas dificuldades.


6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Ao longo da escrita desta monografia, pretendo me apropriar das ideias de alguns autores, aos quais falam do processo de ensino aprendizado. Entre eles estão, Vygotsky, Rego, Núnez, Paín, e outros.
Vygotsky (1999) percebe a aprendizagem como um processo que sempre inclui relações entre pessoas, para ele não há como aprender e apreender o mundo se não tivermos o outro. Evidencia a função da escola para o desenvolvimento do indivíduo através do ensino-aprendizagem, demonstrando que em seu interior, os saberes cotidianos serão substanciados em saberes científicos.
Rego (1994) confirma essa inter-relação de saberes e afirma que ao interagir com esses conhecimentos, o ser humano se transforma: aprende a ler e escrever, obter o domínio de formas complexas de cálculos, construir significados a partir das informações descontextualizadas, ampliar seus conhecimentos, lidar com conceitos hierarquicamente relacionados. Consequentemente, na medida em que a criança expande seus conhecimentos, modifica sua relação cognitiva com o mundo a criança constrói seus conhecimentos numa relação dialética com o mundo em que vive. Assim, não é apenas a escola que contribui nesse aprendizado, mas é uma somatória de atividades que a criança vivência permitindo apropriar se do conhecimento. Portanto, a escola assume papel destacado no processo educativo através da elaboração do conhecimento sistematizado que favorece o desenvolvimento do aluno, diante da sociedade. É a partir do domínio da leitura e escrita que o homem constrói a sua sobrevivência.
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Núnez (1990) menciona que, dentro da dimensão cognitiva da aprendizagem, é concebido, com devida relevância, o papel das variáveis, como as atitudes ou processos cognitivos, os conhecimentos prévios, os estilos cognitivos, intelectuais e de aprendizagem, assim como as estratégias gerais e específicas da aprendizagem e as variáveis motivacionais mais importantes parecem ser expectativas de realizações futuras do aluno. Além desses tipos de variáveis (cognitivas e motivacionais), a aprendizagem e o rendimento escolar encontram- se relacionados a certas variáveis relativas à personalidade ou do tipo afetivo (como, por exemplo, ansiedade e estabilidade emocional).
Paín (1985) percebe o problema da aprendizagem de duas formas, por um lado, como um sintoma, no sentido de que o não aprender não configura um quadro permanente, mas ingressa numa constelação peculiar de comportamentos, em que se destaca como sinal de descompensação, sem determinantes orgânicos (na interação entre o indivíduo e seu meio, o primeiro sofre exigências externas que solicitam elaborações internas). Por outro lado, tal problema também pode ser resultante de uma disfunção intelectual, intrínseca ao indivíduo, presumivelmente envolvendo uma alteração do sistema nervoso central, podendo ou não vir acompanhada de outras condições ou influências. Com o intuito de que sejam explicitadas as questões relativas às dificuldades de aprendizagem, serão detalhados os fatores referentes ao aluno, como também os que cabem ao ambiente.
Para realizar o estudo das dificuldades de aprendizagem pretendo utilizar, o livro Transtornos de aprendizagem. Abordagem neurobiológica e Multidisciplinar, de Newra Tellechea Rotta, Lygia Ohlweiler e Rudimar dos Santos Riesgo. Também farei o uso de outros materiais que forem surgindo ao longo da pesquisa.
Segundo Newra (2006) os transtornos de aprendizagem compreendem uma inabilidade especifica, como de leitura escrita ou matemática, em indivíduos que apresentam resultados significativamente abaixo do esperado para seu nível de desenvolvimento, escolaridade e capacidade intelectual. O aprendizado é um processo complexo, dinâmico que resulta em modificações estruturais e funcionais permanentes no sistema nervoso central.
Para Pérez (2001), quando alguns autores analisam as dificuldades de aprendizagem, referem-se aos déficits ou transtornos de tipo neurológico, incapacidades ou insuficiências que afetam direta ou negativamente o rendimento acadêmico. Os estudos mais comuns da maioria dos autores, que tratam desse tema, avaliam a discrepância que existe entre o nível de rendimento do aluno e o seu desenvolvimento intelectual ou capacidade de raciocínio. Tal discrepância demonstra que determinados alunos não podem aprender com procedimentos e materiais que são comuns para outros e, portanto, necessitam de estratégias educativas de intervenção. Ao comentar sobre o desenvolvimento intelectual, a autora se refere à aquisição e à melhora das ferramentas culturais de mediação, que são referentes às aprendizagens básicas instrumentais. Entretanto, entre os principais mecanismos que intervém em tal desenvolvimento, cabem destacar os processos gerais do raciocínio ou inteligência, entendidos em duplo sentido: capacidade de planejar, organizar e dirigir os recursos cognitivos que levam à aquisição das aprendizagens escolares; e a capacidade para colocar em funcionamento tais recursos, de maneira que permitam que tal aquisição seja eficiente.



7 METODOLOGIA
No processo de construção da pesquisa monográfica será utilizado principalmente o método Qualitativo. Segundo Gil (1991), o método qualitativo considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicos no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.

Será uma pesquisa Bibliográfica, onde sua elaboração terá como base materiais já publicados, constituídos principalmente de livros, artigos de periódicos e materiais disponibilizados na Internet. Também, uma pesquisa de Levantamento, uma vez que a mesma envolve a interrogação direta de pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Este levantamento será realizado em uma Escola Municipal de Ensino Fundamental da zona rural, no município de Pelotas com professores de series iniciais, nos quais possuem alunos com dificuldades no aprendizado.

8 CRONOGRAMA

Março/ Abril Discussão acerca do processo de construção do pré-projeto monográfico.
Maio Leitura e levantamento de material bibliográfico.
Junho Leitura de material bibliográfico e levantamento de dados.
Julho Processo de escrita com supervisão
Agosto Processo de escrita com supervisão
Setembro Revisão da escrita, organização monográfica.
Outubro Entrega da monografia, já revisada.




9 OBRAS CONSULTADAS

BOOCK, Ana Mercês Bahia, FURTADO, Odair, TEXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. Psicologias. Uma introdução ao estudo de psicologia, 13º edição, 1999, editora Saraiva.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3º ed. São Paulo: Atlas, 1996.
Médicas, 1985.
NUNES, A. N. de A. Fracasso escolar e desamparo adquirido. Psicologia: teoria e Pesquisa, v.6, n.2, p.139-154, 1990.
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: Aprendizado e Desenvolvimento, um processo sócio histórico. São Paulo: Scipione, 1997.
PAIN, S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Porto Alegre: Artes
Paulo: Editora Vozes, 1999.
PÉREZ, Francisco Carvaja, GARCIA, Joaquín Ramos. Ensinar ou aprender a ler e aescrever? Porto Alegre: Artes Médicas, 2001.
REGO, Teresa Cristina. Uma Perspectiva Histórica. Cultural da Educação. 10ª ed. São Paulo: Editora Vozes, 1999.
ROTTA, Newra Tellechea, OHLWEILER, Lygia, RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2006.
VYGOTSKY, Lev Semenovich. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984. http://www.abcdasaude.com.br/artigo
http://www.brasilescola.com
http://www.p-albuquerque.com/dislexia.disortografia.disgrafia.htm

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